Poder Executivo
Ministério da Saúde: Vacinação e Saúde Bucal
A vacinação de gestantes contra a bronquiolite reduziu em 52% os casos graves da doença em bebês com menos de seis meses, conforme dados do Ministério da Saúde. Mais de 1,2 milhão de doses foram aplicadas no país. A imunização protege o bebê durante a gestação até os primeiros meses de vida, período de maior risco de complicações respiratórias. A obstetra Michelle Egidio explicou que a vacina é indicada a partir da 28ª semana de gestação. O calendário vacinal da gestante inclui também os imunizantes DTPa, hepatite B, influenza e Covid-19. A diretora substituta do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Ana Catarina de Melo Araújo, destacou a importância da vacinação para evitar internações e óbitos de mães e bebês. Gestantes que perderam alguma dose devem procurar a unidade de saúde mais próxima.
Em destaque também a saúde bucal, com orientações da campanha do Julho Neon sobre cuidados diários e prevenção. O SUS oferece atendimento básico e especializado. As principais recomendações incluem escovar os dentes três vezes ao dia com creme dental fluoretado, uso diário de fio dental, redução do consumo de açúcar, evitar tabaco e moderar bebidas alcoólicas. Sinais como dor persistente, feridas na boca, sangramento nas gengivas ou dificuldade para mastigar exigem atendimento odontológico. Usuários de próteses devem manter higienização adequada e acompanhamento periódico. O atendimento pelo SUS deve ser buscado na unidade básica de saúde mais próxima, com encaminhamento para especializado conforme organização da rede municipal.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou sobre os riscos da soroterapia, técnica de aplicação de vitaminas e substâncias diretamente na veia. Não há evidências científicas que comprovem benefícios para pessoas saudáveis, como aumento de imunidade, rejuvenescimento ou desintoxicação. O procedimento só é indicado para casos clínicos específicos, como desidratação ou impossibilidade de nutrição por via oral. O excesso de vitaminas pode causar náuseas, vômitos, dores de cabeça e alterações hepáticas e renais. A agência esclarece que não existe cosmético injetável, e produtos aplicados por injeção devem ser aprovados como medicamentos ou dispositivos médicos.
Ministério da Previdência Social: Prova de Vida do INSS
O INSS realiza a prova de vida de forma automática por meio do cruzamento de bases governamentais. Beneficiários não identificados são avisados por mensagem de WhatsApp com selo azul de conta verificada. A presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, reforçou que o instituto não liga, não envia servidores às casas, não solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos, nem envia links para atualização cadastral. A mensagem comunica apenas a necessidade de comprovação de vida. Para realizar o procedimento, o beneficiário deve comparecer à agência bancária onde recebe o benefício com documento oficial com foto, não sendo necessário ir a uma agência do INSS. Em caso de dúvidas, os canais oficiais são o telefone 135 e o site meu.inss.gov.br. A medida evita pagamentos indevidos e garante a continuidade dos benefícios previdenciários.
Ministério do Trabalho e Emprego: Abono Salarial
O sexto lote do abono salarial, ano-base 2024, começou a ser pago em 15 de julho. Cerca de 4,3 milhões de trabalhadores têm direito ao benefício, que varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme os meses trabalhados com carteira assinada em 2024. Têm direito os inscritos no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, com remuneração média mensal de até R$ 2.766, que trabalharam no mínimo 30 dias no ano-base e tiveram dados informados corretamente pelo empregador no e-Social. A consulta pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital ou portal gov.br. O saque está disponível até 30 de dezembro de 2026. Por decisão judicial, trabalhadores de Juiz de Fora, Ouro Branco e Matias Barbosa (MG) também recebem nesta data. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 158, superintendências regionais do trabalho ou canais oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ministério da Fazenda: Boletim Macrofiscal e Economia
O Ministério da Fazenda apresentou o novo boletim macrofiscal, mantendo a projeção de crescimento da economia brasileira em 2,3% para 2026. A estimativa para a inflação foi revisada de 4,35% para 5,1%, com a principal pressão vindo da alta dos alimentos e do setor de serviços. A projeção para 2027 foi ajustada de 3,5% para 3,6%. A secretária de Política Econômica, Débora Freire, destacou que a instabilidade externa, como a crise do petróleo e conflitos entre Estados Unidos e Irã, impacta a inflação e o crescimento global. O setor de serviços apresentou crescimento de 1,9% no acumulado de janeiro a maio de 2026, com destaque para informação e comunicação, que subiu 6,2%. Na comparação com maio de 2025, o crescimento foi de 0,4%. O IBGE divulgou que o volume de serviços recuou 0,4% em maio, após alta de 1,1% em abril.
Ministério da Justiça e Segurança Pública: Regulamentação das Bets
Entra em vigor em 17 de julho a portaria conjunta dos Ministérios da Fazenda e da Justiça que regulamenta a publicidade das casas de apostas online (bets). Fica proibida a veiculação de análises ou prognósticos sobre eventos esportivos que induzam à realização de apostas, além de qualquer divulgação direcionada a crianças e adolescentes. A publicidade deve seguir os princípios do jogo responsável. O secretário nacional de Direitos Digitais, Vitor Oliveira Fernandes, esclareceu que são proibidos palpites técnicos que apresentem a aposta como ciência ou estratégia. O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, destacou que a norma traz segurança jurídica. As plataformas devem verificar se a empresa é autorizada. As penalidades incluem multa de até 20% do faturamento, suspensão por 180 dias e cassação da licença em casos de reincidência. A fiscalização será da Secretaria Nacional do Consumidor.
Laptop with poker cards and poker chips. Crédito: Santeri Viinamäki | Wikipedia
Ministério do Meio Ambiente: Restauração da Bacia do Rio Doce
Estão abertas até 31 de agosto as inscrições para o edital Restaura Rio Doce, conduzido pelo BNDES em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Serão destinados R$ 618,7 milhões do Fundo Rio Doce para selecionar instituições que executarão projetos de restauração ecológica e produtiva em 12,5 mil hectares na bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. O objetivo é reparar danos causados pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (2015). O gerente institucional do Fundo Rio Doce no BNDES, Guilherme Tinoco, detalhou que as ações incluem recomposição da vegetação nativa, conservação do solo e da água, e fortalecimento da cadeia produtiva por meio de sistemas sustentáveis que conciliem geração de renda e conservação ambiental. Mais informações no site bndes.gov.br/restaurariodoce.
Ministério dos Transportes: Plano Nacional de Redução de Mortes no Trânsito
O Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, coordenado pelo Ministério dos Transportes. A auditoria apontou que o programa tem metas importantes, como reduzir pela metade o número de mortes no trânsito até 2030, mas identificou falhas no planejamento, na gestão de riscos, no acompanhamento dos resultados e na qualidade dos dados utilizados. O Brasil registrou mais de 380 mil mortes no trânsito entre 2011 e 2020, com custos sociais e econômicos superiores a R$ 1 trilhão. O TCU fez recomendações ao governo federal para fortalecer a gestão do plano e aumentar a efetividade das ações de segurança no trânsito. Mais informações em tcu.gov.br.
Secretaria Nacional da Juventude: Plataforma Juventude Solidária
Estão abertas até 20 de julho as inscrições para a plataforma Juventude Solidária, iniciativa que incentiva o trabalho voluntário de jovens entre 16 e 29 anos em projetos sociais em todo o país, especialmente em regiões mais vulneráveis. As vagas abrangem áreas como educação, cultura, esporte, saúde, assistência social, segurança alimentar e meio ambiente. A secretária nacional de Juventude, Vitória Genuíno, informou que foram selecionados mil projetos. Os participantes podem receber ajuda de custo de R$ 300 durante seis meses, conforme as regras do edital, e todos recebem certificado de participação. Jovens de 16 e 17 anos precisam de autorização do responsável legal. As inscrições devem ser feitas pelo portal Brasil Participativo, na página da plataforma Juventude Solidária.
Ministério da Educação: ProUni
O Ministério da Educação divulgou a lista de pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre de 2026. Foram ofertadas mais de 471 mil bolsas de estudo, sendo cerca de 220 mil integrais e mais de 251 mil parciais. Os estudantes aprovados devem apresentar a documentação diretamente na faculdade escolhida. O resultado pode ser consultado no portal de acesso único ao ensino superior. O prazo para comprovar as informações da inscrição vai até 24 de julho.
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: Conab
A Conab está com editais abertos até amanhã para aquisição de mais de 800 toneladas de alimentos destinados à população em situação de insegurança alimentar e nutricional. Os produtos incluem açúcar, arroz, café, carne bovina, feijão, fubá, óleo e farinha. A superintendente de Abastecimento Social da Companhia Nacional de Abastecimento, Rita da Costa Pinto, explicou que a Conab receberá propostas de organizações da agricultura familiar. Serão montadas mais de 37 mil cestas de alimentos nas unidades armazenadoras em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da aquisição de mais de 21 mil cestas já montadas. As compras serão executadas pela plataforma Contrata Mais Brasil, com resultado previsto para este mês.
Minuto TCU
O Tribunal de Contas da União avaliou o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, coordenado pelo Ministério dos Transportes. A auditoria identificou falhas no planejamento, na gestão de riscos, no acompanhamento dos resultados e na qualidade dos dados utilizados, embora o programa tenha metas importantes, como reduzir pela metade o número de mortes no trânsito até 2030. O Brasil registrou mais de 380 mil mortes no trânsito entre 2011 e 2020, com custos sociais e econômicos superiores a R$ 1 trilhão. O tribunal fez recomendações ao governo federal para fortalecer a gestão do plano e aumentar a efetividade das ações de segurança viária, contribuindo para a redução de óbitos e lesões decorrentes de acidentes de trânsito em todo o país.
Poder Judiciário
Supremo Tribunal Federal (STF)
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tratar da regulamentação das bets e do combate à lavagem de dinheiro e ao avanço de facções criminosas no mercado de apostas eletrônicas clandestinas. Fachin reforçou a preocupação do Judiciário com o tema e destacou decisões importantes já proferidas em sede cautelar, incluindo a proteção de benefícios sociais e de pessoas vulneráveis, além de mecanismos de publicidade para proteger crianças e adolescentes e os consumidores apostadores. O encontro antecede o julgamento, no segundo semestre, de ações que questionam a validade da lei das bets. O ministro ressaltou que decisões importantes já foram tomadas no âmbito cautelar e que o Judiciário permanece atento aos impactos sociais e econômicos desse mercado, especialmente no que diz respeito à proteção de grupos mais vulneráveis.
Superior Tribunal de Justiça (STJ)
O STJ decidiu que o usucapião familiar não pode ser reconhecido quando o imóvel urbano possui área total superior a 250 metros quadrados, mesmo que o pedido recaia sobre parte do bem. A Quarta Turma, sob relatoria do ministro Antônio Carlos Ferreira, manteve a negativa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais a uma mulher que alegava posse exclusiva sobre 250 metros quadrados de um imóvel de área maior. O limite previsto no Código Civil é requisito objetivo para a modalidade de usucapião familiar e deve considerar a metragem total do imóvel. A decisão reforça a interpretação restritiva da norma, que exige que a área total do bem não ultrapasse o limite legal para que seja possível o reconhecimento da aquisição da propriedade por meio dessa modalidade especial de usucapião.
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Cássio Nunes Marques, reuniu-se com representantes de 16 empresas de pesquisas eleitorais para debater regras para registro e divulgação de pesquisas nas eleições. O encontro buscou ampliar a transparência, a segurança jurídica e a confiança pública nesse importante instrumento da democracia. O ministro destacou a importância de um ambiente permanente de cooperação para compartilhar experiências, esclarecer aspectos técnicos e identificar oportunidades de aperfeiçoamento. As empresas poderão enviar propostas de melhorias referentes às pesquisas eleitorais ao TSE até a próxima sexta-feira, 17 de julho. A iniciativa visa assegurar maior segurança jurídica às entidades e empresas de pesquisa, fortalecendo a confiança pública no processo eleitoral de 2026.
Tribunal Superior do Trabalho (TST)
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a condenação de uma empresa ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a uma trabalhadora que teve seus dados pessoais divulgados na intranet da empresa. O nome da empregada, o número do processo e o valor da ação trabalhista foram expostos na rede interna, o que, segundo o colegiado, extrapolou a finalidade administrativa, violou a privacidade da trabalhadora e a expôs a constrangimentos e retaliações no ambiente de trabalho. A divulgação foi considerada discriminatória, e a empresa foi responsabilizada por expor informações sigilosas relacionadas à reclamação trabalhista movida pela empregada, gerando ambiente hostil e prejudicando sua dignidade no local de trabalho.
Poder Legislativo
Senado Federal
Destaques da Sessão:
Endurecimento de penas para crimes contra profissionais da saúde e da educação: O Plenário aprovou projeto da Câmara que aumenta as penas para homicídio, lesão corporal grave ou seguida de morte, ameaça, incitação ao crime e desacato praticados contra professores e profissionais da saúde no exercício da função. O relator, senador Dr. Hiran (PP-RR), defendeu o aumento como proteção à integridade dos trabalhadores, que frequentemente recebem carga de incompreensão e agonia no atendimento pelo SUS. O texto voltará à Câmara para nova análise devido a alterações feitas no Senado.
Agravante para uso de menores em crimes: Projeto inclui no Código Penal nova circunstância agravante para aumentar a pena de quem comete crime com participação de menor de 18 anos. O relator, senador Wilder Morais (PL-GO), explicou que a medida visa combater prática recorrente de organizações criminosas que recrutam adolescentes para roubos e transporte de drogas, aproveitando-se da inimputabilidade penal. A proposta estabelece penalidade mais severa para quem explora a vulnerabilidade jurídica e social de jovens. O texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça.
Estelionato amoroso contra mulheres: A Comissão de Direitos Humanos aprovou projeto que aumenta a pena do crime de estelionato de 1 a 5 anos em até o dobro quando praticado contra mulher em contexto de violência doméstica ou relação íntima de afeto, incluindo golpes aplicados exclusivamente pela internet. A proposta da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) busca combater o chamado estelionato amoroso. O relator, senador Hermes Klann (PL-SC), afirmou que o estelionato sentimental destrói a confiança e a dignidade das vítimas. O projeto segue para a CCJ.
Informações sobre ISTs em aplicativos de relacionamento: A Comissão de Ciência e Tecnologia aprovou projeto que obriga aplicativos e plataformas de relacionamento a informar sobre doenças sexualmente transmissíveis. O senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou que as plataformas são instrumentos de intermediação para relacionamentos íntimos. O projeto segue para votação final na Comissão de Assuntos Sociais. As informações deverão ser claras, objetivas e didáticas, abrangendo sintomas, riscos, formas de transmissão, prevenção e tratamento.
FGTS para hospitais filantrópicos: O Senado aprovou projeto que prorroga autorização para aplicação de recursos do FGTS em linhas de crédito específicas para entidades hospitalares filantrópicas e instituições sem fins lucrativos atuantes no SUS. O relator, senador Nelson Trad (PSD-MS), defendeu a medida com base em sua experiência na Santa Casa. A política já viabilizou R$ 3 bilhões a cerca de 140 hospitais entre 2019 e 2022. O projeto também alcança instituições que atendem pessoas com deficiência e segue para sanção presidencial.
Emendas para atendimento pré-hospitalar dos bombeiros: O Plenário aprovou projeto que autoriza o uso de emendas parlamentares para financiar o atendimento pré-hospitalar realizado pelos corpos de bombeiros militares, com 65 votos favoráveis e 2 contrários. Estados e municípios poderão destinar verbas para compra de ambulâncias, equipamentos e materiais, além da estruturação do atendimento em situações de urgência e emergência. Apenas despesas que cumprirem requisitos definidos pelo Ministério da Saúde poderão receber recursos, sendo facultada ao parlamentar a indicação das emendas.
Câmara dos Deputados
Projeto sobre misoginia divide opiniões:
Deputado Sargento Gonçalves (PL-RN): Criticou o projeto sobre misoginia, acreditando que o texto pode abrir margem para criminalizar manifestações públicas de fé e interpretações de textos religiosos. Argumentou que o país deveria concentrar esforços no combate ao crime organizado e aos crimes contra as mulheres. Para ele, o projeto não contribui para a proteção feminina e pode restringir o direito de cidadãos expressarem suas convicções religiosas.
Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG): Divergiu do projeto que tipifica crimes relacionados à misoginia, acreditando que a proposta pode restringir a liberdade de expressão ao criminalizar críticas e manifestações de opinião. Associou o projeto a uma tentativa de censura e avaliou que o Congresso deveria priorizar medidas de combate a crimes como estupro, pedofilia e violência praticada por organizações criminosas.
Deputada Julia Zanatta (PL-SC): Declarou voto contra o projeto, afirmando que pode restringir a liberdade de expressão e ser utilizada para limitar críticas a agentes públicos. Reprova o governo federal por substituir o termo “mulher” em documentos oficiais por “pessoa que gesta”. Para ela, a prioridade das políticas públicas voltadas às mulheres deve ser o combate à violência e o fortalecimento da segurança pública.
Deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ): Avaliou que a tipificação do crime de misoginia busca combater o discurso de ódio e a incitação à violência contra as mulheres, contribuindo para o enfrentamento do feminicídio. Afirmou que o projeto não fere as liberdades de expressão, de fé ou de culto asseguradas pela Constituição, e que incitar a violência contra as mulheres é um crime grave que precisa ser combatido em todos os ambientes, inclusive nas redes sociais.
Deputado Alencar Santana (PT-SP): Repudiou falas de colegas da oposição que, segundo ele, desmerecem a pauta de proteção feminina. Alertou que o Brasil observa índices elevados de feminicídio e que discursos de parlamentares que menosprezam as mulheres legitimam novas formas de agressão. Para o parlamentar, agressores e feminicidas devem ser punidos com rigor.
Deputada Benedita da Silva (PT-RJ): Refutou argumentos religiosos usados contra a proposta que criminaliza a misoginia. Afirmou que o projeto é uma resposta ao aumento da violência contra as mulheres e lamentou a falta de diálogo produtivo com a oposição sobre a pauta feminina. Para a parlamentar, criminalizar a misoginia é medida essencial para poupar vidas e defender a dignidade das famílias brasileiras.
Justiça:
Deputado Raniery Paulino (Republicanos-PB): Relatou projeto que regulamenta critério de relevância para recursos especiais ao STJ, defendendo que o novo filtro racionaliza a análise de recursos e melhora a eficiência da Justiça. Segundo o relator, o acesso à Justiça não ficará comprometido, pois a recusa de análise por falta de relevância exige manifestação de dois terços dos membros do órgão julgador. “Justiça tardia não é justiça. Só esse ano o STJ recebeu mais de 260 mil processos”, afirmou. O projeto segue para sanção presidencial.
Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ): Votou contra o projeto, argumentando que a mudança prejudica os mais pobres, sendo benéfica apenas para quem tem recursos para contratar grandes escritórios de advocacia. “Quem não tem recursos para contratar grandes bancas vai ficar prejudicado. Isso aqui não é justiça para os pobres”, declarou. Alertou que direitos sociais, previdenciários e consumistas de pequenos podem ter dificuldade com a nova regra.
Deputado Pedro Uczai (PT-SC): Defendeu alteração no texto para permitir que continuem sendo aceitos recursos que tratem de direitos fundamentais ou coletivos, ações de execução penal e ações que envolvam grupos com mais de mil pessoas, mas o Plenário rejeitou a sugestão.
Eleições:
Deputado Otoni de Paula (PSD-RJ): Criticou a condução política de Flávio Bolsonaro, acreditando que o senador assumiu risco ao expor o ex-presidente Jair Bolsonaro a novas restrições judiciais ao divulgar carta escrita por seu pai. Avaliou que a atitude consolidou Flávio Bolsonaro como porta-voz do pai, evidenciando disputa pela liderança do campo conservador. Defendeu que a direita busque uma alternativa política para as próximas eleições.
Saúde:
Deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE): Presidiu audiência da Comissão de Defesa do Consumidor sobre manutenção do limite de 20 anos para patentes. “Toda essa inovação para que vai servir se não para a vida humana? Os custos dos sistemas de saúde não vão enfrentar esses custos de patentes a este tamanho”, afirmou. Aguarda sanção do projeto que garante autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos.
Ciência e Tecnologia:
Deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE): Defendeu o fortalecimento da ciência e das instituições de pesquisa, destacando a contribuição dos pesquisadores brasileiros para saúde, energia, agricultura e tecnologia. Convidou pesquisadores, estudantes e cidadãos para a 78ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá em Niterói, reunindo instituições de pesquisa de todo o país.
Transportes:
Deputado Alfredo Gaspar (PL-AL): Relatou na CCJ projeto que autoriza pessoas com deficiência visual a utilizar óculos biópticos com lentes telescópicas na obtenção da CNH. Ressaltou que o projeto se harmoniza com a Constituição e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. “Isso é uma harmonização de convenção com a Constituição, dando garantias e direitos para que possam acessar meios de transporte”, afirmou. O projeto segue para análise do Senado.
Trabalho:
Deputada Erika Kokay (PT-DF): Autora de projeto que prorroga vigência de acordos e convenções coletivas de trabalho até nova negociação (ultratividade). “Quando você tem conquistas de décadas incorporadas no cotidiano do trabalhador e essas conquistas passam a não vigorar mais quando chega o processo de data-base, você estabelece um processo de pressão imensa”, afirmou. Solicitará definição imediata de relator na Comissão de Trabalho.
Meio Ambiente:
Deputada Coronel Fernanda (PL-MT): Apresentou projeto que susta ampliação da Estação Ecológica de Taiamã, no Pantanal de Mato Grosso, de 11 mil para 68 mil hectares. Alegou que o aumento ocorreu sem consulta a produtores rurais e população local. “O governo federal, fazendo a sua mídia social, como sempre, dentro da sua ideologia, aumentou essa reserva em um tamanho inadmissível”, criticou. O regime de urgência foi aprovado, permitindo votação direta no Plenário.
Deputado Tadeu Veneri (PT-PR): Criticou o regime de urgência para o projeto que susta a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã. Justificou a necessidade de proteção do Pantanal, um dos biomas mais ameaçados do país: “Nós estamos vivendo uma crise climática sem precedentes. Ampliarmos áreas como essa e depois votarmos um projeto que dispensa que ouçamos as comissões nos parece extremamente perigoso, precipitado e inócuo”, afirmou.
Desenvolvimento Regional:
Deputado Paulo Guedes (PT-MG): Manifestou-se favorável à criação da Região Integrada de Desenvolvimento do Litoral Norte de Pernambuco e Paraíba. Defendeu que União, estados e municípios se articulem para promover ações de desenvolvimento, ampliando investimentos em infraestrutura e geração de empregos. Ressaltou que a integração favorece o planejamento compartilhado e a redução das desigualdades econômicas e sociais na região.
Apresentadores e Jornalistas
Mariana Jungman, Luciano Cânsias, Natália Coslik, Márcia Fernandes, Naze Brun, Michelle Egidio, Fernanda Larissa da Silva, Ana Catarina de Melo Araújo, Júlio Neon, Grasiela Mendonça, Cláudio Mário Carvalho, Ana Cristina Silveira, Taís Geraujo, Rodrigo Lobo, Débora Freire, Rita da Costa Pinto, Vitor Oliveira Fernandes, Ricardo Morishita, Guilherme Tinoco, André de Barros Lima, Vitória Genuíno, Lucena Vasconcelos, Arthur Filipe, Walter Lima, Pablo Lemos, Lidiane Reis, Marla Lacerda, Paula Groba, Alberto Pinheiro, Bruno Lourenço, Patrícia Oliveira, Márcio Maturana, Daniela Lessa, Noeli Nobre, Paula Bittar, Silvia Mugnatto, Antônio Vital, Wellington Teles, Márcio Aquilissardi, Tércea Guimarães
Ouça: https://radiogov.ebc.com.br/programas/a-voz-do-brasil-download/15-07-2026



