Poder Executivo
Combustíveis: decretos e medida provisória para conter alta de preços
O governo federal assinou duas medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis diante da valorização no mercado internacional. Um decreto reduz em R$ 0,63 por litro a cobrança de PIS, Pasep e Cofins sobre a gasolina, cujos tributos federais passam a R$ 0,16 por litro. O texto também zerou as contribuições federais sobre o etanol hidratado, redução tributária de R$ 0,19 por litro. As novas alíquotas são temporárias, com prazo inicial de um mês, e passaram a valer em 10 de setembro. Para o diesel rodoviário, uma medida provisória autoriza subsídio a produtores e importadores, com valor inicial de R$ 1 por litro, a ser descontado do preço de venda com registro na nota fiscal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a equipe econômica acompanha a situação diariamente e revisará as medidas assim que o cenário melhorar. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, destacou que o período de safra amplia a pressão sobre a importação de diesel e que a subvenção busca garantir oferta estável. Reportagem de Gabriela Noronha.
Saúde: Força Nacional do SUS amplia resposta a emergências e desastres climáticos
O Ministério da Saúde deu início à operação da base regional Sudeste da Força Nacional do SUS, no Rio de Janeiro, que passa a monitorar enchentes, inundações e deslizamentos. A unidade vai atuar na resposta a emergências em saúde pública, reforçando o apoio a estados e municípios na preparação e no atendimento a crises. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a base permite chegar a qualquer localidade da região Sudeste em até 12 horas. A estrutura dispõe de veículos, posto médico avançado, comunicação via satélite, drones e equipamentos de apoio a equipes em áreas remotas. Porto Alegre e Salvador já contam com bases em atividade, e outras seis estão previstas até o fim do ano. O ministro alertou para possíveis impactos das mudanças climáticas e do El Niño, como secas na Amazônia e no semiárido nordestino, queimadas no Centro-Oeste e aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares. Também foi lançada no Rio a plataforma digital Sou Força, para mobilização de profissionais voluntários em desastres e emergências de saúde. Reportagem de Luana Karen.
Setembro Roxo: diagnóstico precoce e tratamento da fibrose cística pelo SUS
O Ministério da Saúde reforça a campanha Setembro Roxo, de conscientização sobre a fibrose cística, doença rara que afeta principalmente pulmões e sistema digestivo e é identificada pelo teste do pezinho. São cerca de 300 novos casos por ano no país, atingindo 1 a cada 7 mil nascidos vivos. A doença, ainda sem cura, resulta de disfunção nas células de membranas internas que torna as secreções do organismo mais espessas. A pneumologista pediátrica Tânia Wrobel, do Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz, explicou que os sintomas incluem pneumonias de repetição, quadros bronquíticos e problemas digestivos. O SUS oferece enzimas, antibióticos, inalatórios e moduladores da proteína que causa a disfunção, além do teste do suor para confirmação diagnóstica. Atualmente, mais de 6.400 pacientes são acompanhados em centros de referência públicos. O diretor de políticas públicas da ONG Unidos pela Vida, Cristiano Silveira, destacou que os moduladores reduziram drasticamente o número de transplantes pulmonares. Reportagem de Grasiela Bezerra.
AGU notifica YouTube para remover vídeos com falsos médicos criados por inteligência artificial
A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube para remover ou alertar usuários sobre vídeos que usam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde. A medida foi tomada após a identificação de 97 perfis com esse tipo de conteúdo entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026. Os vídeos apresentam personagens com aparência humana, qualificações profissionais fictícias e linguagem alarmista, e alguns oferecem produtos, livros digitais e serviços pagos. Entre os riscos estão a automedicação, o uso de terapias sem eficácia comprovada e a interrupção de tratamentos. A notificação determina que o YouTube avalie outros canais e vídeos identificados e adote medidas para prevenir a disseminação desse material. As informações foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina. A orientação do Ministério da Saúde é buscar informações em fontes confiáveis e denunciar conteúdos que possam colocar pessoas em risco. Reportagem de Dilsson Santa Fé.
Anvisa aprova medicamento para prevenção da enxaqueca
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um medicamento usado para prevenção da enxaqueca. Estudos mostraram que o medicamento aquipta reduz o número de episódios da doença, tanto na forma esporádica quanto na crônica. A enxaqueca pode provocar crises recorrentes de dor de cabeça, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. O novo medicamento é uma opção de tratamento oral para prevenção em adultos que têm pelo menos quatro episódios por mês.
SUS amplia atendimento com mais de 600 mil procedimentos na rede privada
Pacientes da rede pública de saúde serão encaminhados para realizar mais de 600 mil procedimentos na rede privada, com o objetivo de diminuir a fila de espera do SUS por médicos e especialistas. Os procedimentos gratuitos estão previstos em contratos com 259 hospitais privados e filantrópicos de 21 estados. Do total, 458 mil serão realizados por meio da estratégia Ofertas de Cuidados Integrados, que reúne consultas, exames e diagnósticos de uma mesma especialidade em um único atendimento. As outras 142 mil intervenções são cirurgias de diferentes níveis de complexidade. A maior parte dos serviços será em oftalmologia, com previsão de 170 mil por ano, seguida de cardiologia (133 mil), ortopedia (133 mil) e oncologia (72 mil). Também foi incluída a terapia renal substitutiva para pacientes que precisam de hemodiálise, com atendimento estimado de 40 mil pacientes por mês. Reportagem de Raquel Mariano.
Ministério da Justiça regulamenta transferência de recursos de bets ilegais para o Fundo Nacional de Segurança Pública
O Ministério da Justiça e Segurança Pública regulamentou um novo procedimento administrativo que facilita a transferência de dinheiro das bets ilegais para o Fundo Nacional de Segurança Pública. As casas de apostas online seguem rígida regulamentação e podem ter recursos bloqueados e perdidos para o poder público quando atuam na ilegalidade. Com a nova portaria, os procedimentos para que a Justiça autorize a transferência serão acelerados. Em entrevista à Voz do Brasil, a diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Pintarelli, explicou que o fundo é o principal instrumento de financiamento da segurança pública no Brasil, com recursos provenientes das loterias federais e, agora, das bets ilegais. Ela estimou que os valores podem chegar à casa dos bilhões de reais e serão aplicados em enfrentamento à violência contra a mulher, valorização do profissional de segurança e tecnologia e infraestrutura, como viaturas e coletes. A secretaria consolida os valores apreendidos, que passam por comissão processante e são enviados à AGU, responsável por pedir o perdimento ao Judiciário. Segundo Pintarelli, a função do Judiciário deixa de ser probatória e passa a ser convalidatória, agilizando o processo. Os recursos serão transferidos fundo a fundo para estados e Distrito Federal, com acompanhamento criterioso da Secretaria Nacional de Segurança Pública e auditoria diária do TCU e da CGU.
Edital Restaura Rio Doce prorroga inscrições até 30 de setembro
Instituições interessadas em participar do Edital Restaura Rio Doce terão mais um mês para se inscrever. O prazo para apresentação de propostas foi prorrogado até 30 de setembro. Fruto de parceria entre o BNDES e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o edital vai selecionar instituições para executar e coordenar projetos de restauração ecológica e produtiva em 12.500 hectares na bacia do Rio Doce. O objetivo é reparar e compensar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG). As propostas devem prever ações de recomposição da vegetação nativa e sistemas sustentáveis que conciliem geração de renda e conservação ambiental. Uma oficina online para esclarecimento de dúvidas será realizada em 10 de setembro, com inscrições na página do edital. Mais informações em bndes.gov.br. Reportagem de André de Barros Lima.
Capes oferece 325 bolsas para mestrado e doutorado de estudantes indígenas
Estudantes e pesquisadores indígenas têm a oportunidade de ingressar em cursos de mestrado e doutorado em todo o país por meio do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (Pedai), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). São ofertadas 325 bolsas, sendo 214 para mestrado e 111 para doutorado, distribuídas pelas cinco regiões brasileiras. A lista de programas participantes está disponível no portal da Capes e informa instituição, curso, cidade, estado, contato e número de bolsas. O estudante pode consultar a relação completa no portal da Capes, no gov.br, e verificar as oportunidades de interesse. Reportagem de Pablo Mundim.
Inep divulga locais de prova do Enem e prazo para conferência do Censo Escolar
Participantes da Prova Nacional do Enem 2026 já podem consultar os locais de prova no cartão de confirmação da inscrição, disponível em pnd.inep.gov.br. O participante pode conferir também data, horário e informações sobre a aplicação. Já as escolas públicas e privadas de todo o país têm até 11 de setembro para conferir os dados declarados na primeira etapa do Censo Escolar 2026. As informações estão disponíveis no sistema Educacenso e permitem identificar possíveis inconsistências antes da fase oficial de retificação, que começa na segunda quinzena de setembro. Após a retificação, os gestores terão 30 dias para corrigir qualquer inconsistência. O endereço para consulta é educacenso.inep.gov.br.
TCU cria selo fiscal cidadão para premiar participantes do controle social
O Tribunal de Contas da União (TCU) criou o selo fiscal cidadão para reconhecer pessoas que ajudam a fiscalizar e melhorar os serviços públicos. A iniciativa vai premiar 20 cidadãos que participam de ações de controle social. Podem participar pessoas de qualquer idade, desde que atendam às regras do edital. Entre as atividades que contam pontos estão participação em consultas públicas, reuniões, oficinas e fiscalizações cidadãs, além de cursos e produção de conteúdos sobre cidadania, transparência e fiscalização dos recursos públicos. Os participantes com maior pontuação receberão certificado do TCU e um selo digital para usar nas redes sociais ou em páginas próprias. As inscrições estão abertas até 9 de outubro. Saiba mais em tcu.gov.br.
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Poder Judiciário
STF — Fachin assume inquérito de fake news e suspende decisões sobre a PF
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, passou para a presidência da Corte o inquérito que apura a divulgação de notícias falsas e ataques contra integrantes do STF, até então relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Fachin também suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o afastamento e a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada ao cargo de diretor de Inteligência da PF. Ambos deverão prestar informações no prazo de 48 horas, após o que o presidente do STF decidirá sobre a permanência deles nos cargos. Fachin convocou ainda sessão plenária presencial extraordinária para a próxima terça-feira, 15 de setembro, às 10 horas da manhã.
STJ — Justiça gratuita mantida para pessoa com câncer que possui reserva financeira
O Superior Tribunal de Justiça manteve a justiça gratuita a uma pessoa em tratamento oncológico que recebe um salário mínimo por mês e conta com reserva financeira. O pedido havia sido negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que considerou a existência de saldos de poupança e aplicações financeiras em nome da parte. No STJ, o relator, ministro Moura Ribeiro, entendeu que exigir que a pessoa em tratamento oncológico use suas reservas financeiras para pagamento de custas processuais poderia comprometer recursos necessários à subsistência e ao próprio tratamento, que envolve despesas elevadas e imprevisíveis. A decisão garante o acesso ao benefício.
TST — Tribunal Superior do Trabalho completa 80 anos em 2026
O Tribunal Superior do Trabalho completa 80 anos em 2026. O TST foi criado em 9 de setembro de 1946 e instalado oficialmente no dia 23 do mesmo mês. Para marcar a data, o Tribunal preparou ações comemorativas e uma identidade visual especial. Em oito décadas, mudaram as profissões, as formas de contratação e até a maneira de trabalhar, e o TST acompanhou essas transformações com o papel de uniformizar as decisões da Justiça do Trabalho e dar mais segurança às relações de trabalho. A logomarca comemorativa foi inspirada em um labirinto circular e nos azulejos de Athos Bulcão presentes na sede do Tribunal, representando os diferentes caminhos para a solução dos conflitos trabalhistas.
TSE — Forças federais atuarão em oito estados nas eleições de 2026 e exposição celebra 30 anos da urna eletrônica
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou por unanimidade, na sessão plenária de 8 de setembro, os pedidos de envio de tropas federais para o Maranhão e para a 37ª Zona Eleitoral do Piauí, com atuação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Com isso, oito estados terão apoio das Forças Federais no primeiro turno das eleições de 2026, medida que visa assegurar a normalidade e a segurança da votação em localidades indicadas. Após a aprovação, os pedidos são encaminhados ao Ministério da Defesa. Novas solicitações ainda poderão ser apresentadas pelos TREs. O TSE também inaugurou na Câmara dos Deputados a exposição “O Caminho do Voto”, em comemoração aos 30 anos da urna eletrônica. A urna foi usada pela primeira vez em 1996, no Rio de Janeiro, e passou a ser adotada em todo o país a partir de 2000. A mostra, que apresenta tecnologia, auditorias e mecanismos de segurança do processo eletrônico de votação, pode ser visitada até 20 de setembro no Salão Negro da Câmara.
MPF — Força-tarefa resgata 479 trabalhadores em situação análoga à escravidão
O Ministério Público Federal integrou força-tarefa que reuniu cinco instituições e realizou ações de fiscalização em 27 unidades da federação durante o mês de agosto. Ao todo, foram resgatadas 479 pessoas que viviam em situação análoga à escravidão, incluindo mulheres, crianças, adolescentes e migrantes. Os empregadores flagrados foram notificados a interromper as atividades, cancelar os contratos informais, formalizar os trabalhadores retroativamente e pagar os valores trabalhistas e rescisórios às vítimas, em montante que ultrapassa R$ 1,4 milhão.
Poder Legislativo
Senado
O senador Flávio Arns (PSB-PR) defendeu o projeto que cria piso salarial nacional para profissionais de educação básica pública que atuam em funções de apoio administrativo, técnico ou operacional, com valor correspondente a 75% do piso do magistério — cerca de R$ 3.847 para jornada de 40 horas. “Uma escola só funciona com qualidade com a participação de todos os profissionais”, afirmou. A proposta será relatada pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI) e, após a Comissão de Educação, ainda passará pela Comissão de Assuntos Econômicos.
O senador Davi Alcolumbre (União-AP) é autor do projeto aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia que destina parte dos recursos de pesquisa e inovação da Zona Franca de Manaus e da Lei de Informática para áreas da Amazônia além da região metropolitana de Manaus. O relator, senador Flávio Arns (PSB-PR), explicou que a proposta restabelece o piso de interiorização dos investimentos, assegurando pelo menos 15% de parcelas específicas para instituições públicas de ensino e pesquisa no Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Amazonas.
O senador Fernando Dueire (PSD-PE) defendeu legislação mais rigorosa para o combate à violência e afirmou que a segurança pública é um desafio que precisa ser enfrentado pelo Estado brasileiro. “Não é possível que a violência que hoje nós convivemos em todas as grandes cidades ou médias brasileiras continue”, declarou. A PEC da Segurança Pública, que prevê mais recursos para o setor e amplia a integração entre órgãos, teve o texto base aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) apresentou emenda à PEC da Segurança Pública para incluir as Forças Armadas entre as beneficiárias dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, do Fundo Penitenciário Nacional e do Fundo Social do Pré-Sal. Ele argumenta que é justo direcionar verbas quando militares atuam em proteção e defesa civil, contra delitos nas fronteiras e na garantia da lei e da ordem. “A ausência de previsão expressa gera insegurança jurídica”, afirmou. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), recomenda a rejeição da emenda, alegando que as Forças Armadas têm regramento próprio de financiamento.
O senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da PEC da Segurança Pública, recomendou a rejeição da emenda que inclui as Forças Armadas entre os beneficiários dos recursos. Segundo ele, “as Forças Armadas têm o seu próprio regramento de financiamento, que é um ou outro debate que precisa ser feito num outro lugar”. A Comissão de Constituição e Justiça deve concluir a votação da PEC na próxima reunião.
Câmara dos Deputados
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) defendeu a medida provisória que altera o Programa de Gerenciamento de Benefícios do INSS, ampliando o alcance do programa e reduzindo de 45 para 30 dias o prazo de espera para que um processo entre na revisão. “Já conseguimos diminuir a fila em 76% até o mês de agosto. E agora, no mês de setembro, nós vamos zerar a fila do INSS”, afirmou. O texto, que prevê gratificações de R$ 68 por processo concluído e R$ 75 por perícia, foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e já pode virar lei.
O deputado Tião Medeiros (PP-PR) defendeu a suspensão do reconhecimento dos estudos de demarcação da terra indígena Tekoha Guavirá, no oeste do Paraná. Relator da matéria na Comissão de Agricultura, ele afirma que o procedimento da Funai desrespeitou o marco temporal adotado pelo Congresso e citou decisões da Justiça que interromperam o processo por falhas nos estudos. Segundo o parlamentar, a medida fortalece a segurança jurídica e reduz os conflitos na região.
A deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA) defendeu o projeto que aumenta as penas para crimes de lesão corporal, abandono, constrangimento ilegal e estelionato praticados contra pessoas idosas. “Proteger quem construiu a história do nosso país é também defender a dignidade e o respeito que toda pessoa merece”, declarou. O texto, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, prevê penas maiores e aumento em dobro para estelionato contra vítimas com 80 anos ou mais. Ainda depende de aprovação pelo Plenário da Câmara.
O deputado Jefferson Campos (PL-SP) defende a proposta que reduz a idade mínima de imputabilidade penal no Brasil, estabelecendo que jovens entre 12 e 16 anos respondam penalmente por crimes contra a vida, hediondos ou cometidos com violência e grave ameaça. Ele entende que a medida busca combater a impunidade e conter o recrutamento de adolescentes por organizações criminosas, garantindo punição proporcional para crimes graves.
O deputado Junior Lourenço (MDB-MA) propôs capacitar profissionais de beleza e estética para identificar sinais de violência contra a mulher. O projeto inclui cabeleireiros, manicures, pedicures, depiladores, maquiadores e esteticistas, que devem orientar as vítimas sobre canais de denúncia e, com autorização, acionar os órgãos competentes. A ideia é ampliar a rede de apoio e facilitar o acesso aos serviços de proteção.
O deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), relator do projeto que cria exceções na Lei de Responsabilidade Fiscal para datacenters, resseguradoras e municípios com menos de 65 mil habitantes, defendeu a medida. “Trata-se de um setor intensivo em investimentos e marcado por elevada competição internacional”, afirmou sobre os datacenters. O texto dispensa a estimativa de impacto orçamentário e a comprovação de que a renúncia de receita não afetará as metas fiscais. Foi aprovado pela Câmara e pelo Senado.
O deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a exceção das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal para municípios com menos de 65 mil habitantes. “É inacreditável. Eu não sei por que se aprova uma regra e depois diz que essa regra não precisa mais ser respeitada”, declarou. Ele se posicionou contra o projeto que permite que esses municípios não precisem comprovar que arrecadam todos os impostos de sua competência para receber repasses federais ou estaduais.
O deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA) solicitou a realização de sessão solene em homenagem à pesquisadora Tatiana Lobo Coelho Sampaio, da UFRJ, que lidera pesquisas com a polilaminina, proteína que pode contribuir para a recuperação de lesões na medula espinhal. Ele destacou que estudos com animais e testes iniciais em humanos apresentaram resultados promissores na recuperação de movimentos, representando avanço no tratamento de casos graves de paralisia.
O deputado João Maia (PP-RN) é favorável ao projeto que amplia a proteção de passageiros obrigados a despachar a bagagem de mão em viagens de avião. A proposta obriga a companhia a informar o motivo da exigência, sem cobrar valor adicional pelo despacho, e a oferecer canais gratuitos para reclamações sobre o despacho compulsório, com orientações sobre direitos em casos de extravio, avaria ou violação da bagagem.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) destacou o projeto que reconhece a Irmandade da Boa Morte, de Cachoeira (BA), e sua festa como manifestações da cultura nacional. “A renda delas foi responsável por compra de alforrias, acolhimento de mulheres negras marginalizadas, consolidando-se como importante símbolo de luta pela liberdade”, afirmou. A confraria, formada por mulheres negras e descendentes de pessoas escravizadas, surgiu por volta de 1810 e é uma das mais antigas tradições religiosas do Brasil.
A deputada Soraya Santos (PL-RJ) foi relatora do projeto que reajusta os valores das custas da Justiça do Trabalho, defasados há mais de 20 anos. O texto estabelece que o menor valor será de R$ 12,02 e o maior de R$ 2.163, com atualização anual, e cria um fundo para financiar a modernização tecnológica da Justiça do Trabalho. A Câmara aprovou ainda projetos que criam varas no Rio de Janeiro e cargos de desembargador em Goiás.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) criticou o projeto que transforma cargos vagos de juiz do Trabalho substituto em cargos de desembargador e cria funções comissionadas no TRT de Goiás. “Amplia permanentemente a estrutura do segundo grau de Justiça do Trabalho. Além dos novos desembargadores, nós temos oito novos cargos sendo criados”, afirmou. O projeto foi aprovado e seguiu para o Senado.
O deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) foi relator do projeto que cria doze varas do Trabalho no Rio de Janeiro, com cargos de juiz, juiz substituto, analistas e comissões. Segundo ele, as novas varas vão ampliar a capacidade de atendimento à população em nove municípios fluminenses. O projeto foi criticado por deputados do Novo e do Missão com o argumento de que cria novas despesas.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defendeu a criação das varas do Trabalho no Rio de Janeiro. “A Justiça do Trabalho é uma trincheira de defesa das mulheres e homens que produzem nesse país”, afirmou. Ela rebateu críticas de parlamentares que alegavam aumento de despesas, argumentando que não se pode adotar parâmetros de modelos de outros países, pois a Justiça do Trabalho tem papel fundamental no Brasil.
O deputado Eli Borges (Republicanos-TO) relatou projeto que amplia de 60 para 120 dias o período de contratação de trabalhadores safristas. “Ampliamos de 60 para 120 dias, melhoramos a questão da segurança do trabalhador e damos mais facilidade, mais segurança e menos burocracia para quem emprega”, afirmou. Ele destacou que o período trabalhado ficará devidamente registrado, permitindo contabilização para os direitos do trabalhador. Se aprovado pelas comissões, seguirá para o Senado.
A deputada Silvia Cristina (PP-RO) defendeu a proposta que prevê a transposição de ex-servidores dos antigos territórios de Rondônia, Roraima e Amapá para os quadros federais. “Quem realmente construiu o Estado de Rondônia, Roraima e Amapá foram os ex-territorianos. É questão de justiça que eles sejam transpostos aos quadros federais”, afirmou. Ela criticou a demora na tramitação e lembrou que muitos ex-territorianos morreram sem ter o direito reconhecido.
A deputada Yandra Moura (União-SE) propôs a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.400 para conselheiros tutelares, com reajuste anual pelo INPC e inclusão da categoria no Pasep. Na visão dela, a medida corrige diferenças salariais entre municípios e valoriza o trabalho de proteção a crianças e adolescentes, melhorando a qualidade dos serviços prestados à população.
Apresentadores e Jornalistas
Mariana Jung, Maíla Luciano Seixas, Gabriela Noronha, Luana Karen, Grasiela Bezerra, Dilsson Santa Fé, Raquel Mariano, André de Barros Lima, Pablo Mundim, Walter Lima, Jaffer Araujo, Samanta Flora, Guilherme Firmino, Vanessa Pereira, Paula Groba, Humberto Pinheiro, Rodrigo Rezende, Patrícia Oliveira, Bruno Lourenço, Lana Dias, Arlindo Fernandes, Luiz Cláudio Canuto, Sofia Peçanha, Fabíola Pires, Maria Neves, Marcelo Quilissardi, Terce Guimarães, Wellington Telles, Camila Pintarelli, Marcello Larcher, Paula Bittar, Cibelle Colmanetti, Antonio Vital.
Ouça: https://radiogov.ebc.com.br/programas/a-voz-do-brasil-download/09-09-2026



